01/10/2015


O Eu e a garrafa sem fundo


Se o arqueiro atira uma flecha no vazio, em que ele vai acertar? Vencer o ataque através do vazio é o primeiro fundamento da estratégia chinesa, ou seja, trabalhar com a ausência do ego.

No estudo da estratégia, se diz que os grandes mestres de estratégia trabalham com o princípio da ausência do ego. Se as pessoas não tivessem ego, não haveria luta entre elas. Se, por exemplo, você tem um profundo apego por chocolate, quem na verdade tem esse apego? O seu “eu”, que é o seu ego. Com a ausência do ego, não vai existir o apego ao chocolate. Nesse caso, você poderia até comer o chocolate, mas não teria apego a ele, não seria viciado. Apego é aquilo que você quer. Mais do que isso. É algo que você não consegue deixar de querer. Em outras palavras, apego é vício.
Nós somos viciados em inúmeras coisas. Existem pessoas que são viciadas, por exemplo, em cuidar de outras pessoas. Existem aquelas viciadas em coca-cola, em dinheiro, em ideologia, em sexo e em inúmeras outras coisas. Todos nós temos alguns vícios, de níveis e tipos diferentes. E existem vícios que, normalmente, nem são percebidos como vícios.
Como você poderia não ter vícios? Não tendo um ego, não tendo um “eu”. Se você não tem esse “eu”, como poderia ficar viciado em algo? A ausência do ego faz com que você se torne vazio e, se você é um vazio no sentido da quietude interior (a quietude interior faz com que nos tornemos vazios por dentro), você deixa de ser um alvo para o outro. A ausência do ego coloca seu espírito em estado de quietude, de transparência. Se o arqueiro atira uma flecha no vazio, em que ele vai acertar? Em nada. Então, se você esvazia seu coração, toda força que o seu adversário mandar na sua direção, por mais perversa que seja, não irá acertar em você.

Muitas vezes, você está numa festa ou num lugar público e percebe que, quando vira de costas, uma determinada pessoa dirige a você um olhar insistente e negativo. Você, então, poderia lançar mão de uma técnica muito usada por taoístas nessa situação: respirar umas duas ou três vezes prestando atenção ao ritmo da sua respiração para que ela fique tranqüila; não deixar transparecer no rosto nem nas atitudes externas que percebeu o que está acontecendo; e começar a esvaziar seu interior, imaginando que você todo está se tornando um vazio, restando do seu corpo apenas uma silhueta.
Nessa hora, a energia desconfortável daquele olhar vai passar por você como se estivesse passando por um vazio. Algum tempo depois, você vai notar que aquela pessoa está começando a sentir um cansaço imenso, e vai ficar cada vez mais cansada até desistir de olhar para sua direção.

Mas se você receber esse olhar e, por não estar esvaziado, for atingido por ele, ou seja, se a pessoa conseguir acertar você com aquela energia perversa, essa mesma energia vai voltar para ela e realimentá-la.
No caso contrário, se o olhar dela não conseguir acertar você, ela vai estar, apenas, jogando energia fora. É como se ela estivesse atirando no vazio: as balas do revólver vão acabar e ela não terá acertado em alvo algum, em nada.
Essa técnica de esvaziamento é muito fácil de ser praticada. Ela é muito usada para você não precisar lutar contra a pessoa que está dirigindo a energia perversa para você. E praticando esta técnica você vence a energia perversa sem precisar lutar contra a pessoa que a lançou.
Se essa pessoa ficar usando sua força contra o espaço, vai acabar se cansando. É como dar socos no ar: a pessoa vai se cansar e terminar por ser derrotada por si mesma sem que você, que praticou a técnica do esvaziamento pela respiração, precise sacar uma arma para brigar com ela.
Esse é exatamente o ensinamento de como vencer uma ação através da não-ação. Vencer o ataque através do vazio é o primeiro fundamento da estratégia da guerra, ou seja: trabalhar com a ausência do ego.

Raciocine desse modo: se eu não existo, quem poderia estar me atingindo? Mas é preciso tomar cuidado porque ausência de ego não significa não tomar uma atitude quando ela for necessária.
Se você não tiver ego, mesmo que alguém tente lhe ofender, não vai conseguir porque o eu não existe e, portanto, você não pode ser aquilo que a pessoa disse ser. Ela não vai estar falando sobre você – então, vai estar falando sozinha, sem conseguir lhe ofender. No entanto, isso não pode ser um mecanismo de convencimento intelectual. Isso tem de ser o resultado de um esvaziamento interior, de um esvaziamento do eu.
Mas como a ausência do eu é demonstrada na prática, na vida cotidiana? Por meio da tolerância, da aceitação e do coração esvaziado. Uma pessoa que não seja tolerante, acaba por preencher rapidamente o seu limite. Até mesmo popularmente, quando alguém não consegue aceitar mais nada, adota uma expressão facial que demonstra que seu limite foi atingido: “Eu estou cheio, não tenho mais capacidade de tolerar isso, não vou mais tolerar isso”, é o que costuma dizer quem acaba por preencher rapidamente seu limite.

Numa situação como essa, nós nos tornamos “cheios” porque temos um limite que funciona como uma espécie de fundo de garrafa – ou fundo de copo –, que vem a ser, exatamente, o nosso ego. O ego humano é o fundo do nosso copo, da nossa garrafa. O ego faz com que nossa vida, mesmo que seja parcialmente esvaziada, tenha um limite. E a suprema abundância só é adquirida quando nós retiramos esse fundo da garrafa. Desse modo, tudo entra e tudo sai pela garrafa sem fundo e, por isso, a suprema abundância não se esgota.

Um mestre antigo dizia que nós deveríamos saber receber tudo o que vem do mundo e repassar tudo de volta para o mundo. Dessa maneira, a nossa vida torna-se algo vazio e esse vazio permite que a vida flua dentro de nós. É desse processo que vem a alegria sem euforia e a tristeza sem depressão. Vêm coisas saborosas e amargas, e tanto umas quanto outras entram e saem de nós como se estivessem sendo derramadas numa garrafa sem fundo.

Assim, a nossa capacidade tanto de receber quanto de dar nunca termina e, com isso, a vida se torna mais leve porque, nesse momento, deixamos de fluir na vida para deixar a vida fluir em nós. A partir dessa hora nós nos transformamos e ficamos como se fôssemos um tubo por onde a água, que simboliza a vida, passa por nós e vai adiante, fluindo sem parar porque não existe um fundo, um limite que a represe.
De modo contrário, se nós tivermos um fundo, como uma garrafa ou um copo, a água não vai fluir. Ela vai encher essa garrafa até seu limite, depois transbordar, e terminar levando o copo ou a garrafa junto com ela, em vez de passar e sair. Então, a pessoa que tem o ego muito forte é levada pelo destino, em vez de permitir que o destino ou a vida passe por ela.
Quanto mais esvaziados o copo ou a garrafa, mais a água vai fluir e passar dentro de nós, mais o destino vai passar por nós, e seremos donos desse destino. Quanto menos esvaziados, mais obstáculos a água vai encontrar para fluir dentro de nós e, nesse caso, os papéis serão invertidos: nós vamos passar por dentro vida e ela é que será a dona do nosso destino.

Precisamos nos esvaziar para podermos nos tornar receptivos. Sendo receptivos, podemos de fato abraçar todas as coisas e, ao mesmo tempo, permitir que todas as coisas se desenvolvam e se transformem de modo natural e fluido.

O homem iluminado é o que possui a abertura interior.


Mestre Wu Jyh Cherng - Sociedade Taoísta do Brasil

 

10/09/2015



O Insustentável Poder da Independência Material e Espiritual
 

Seria mesmo insustentável o poder adquirido com a independência material e espiritual??

Estamos vivendo uma época realmente especial. Nunca em nenhum outro tempo histórico o homem teve tanto poder de moldar seu destino como agora… tanto para melhor quanto para pior. O que temos feito com esse poder??

Sem sair de casa, contemplando todo o progresso que invade a nossa vida e nosso cotidiano, temos tudo que jamais uma outra civilização sonhou ter. (Pelo menos as conhecidas, as que desconhecemos; nunca saberemos). Será que estamos maduros para brincar de Deus? Será que nossa sabedoria cresceu na mesma proporção do nosso progresso tecnológico e espiritual??
Com tanto poder material, e mais agora o poder espiritual disponível para quantos queiram neles colocar sua energia, o homem deveria ser o mais independente de todos os mortais. Mas não é bem assim. Há padrões e crenças internas que não se desfazem simplesmente porque possuímos o poder. Há algo mais, há algo impercetível, sutil, invisível, intocável, misterioso que nos impede de usufruir a gloria que parece tão presente e a nossa disposição.

Meditando sobre isso tudo me lembrei de Sri Aurobindo, um Iogue revolucionário, que ao retornar a Índia depois de um PHD em filosofia obtido na Inglaterra, escreveu inúmeros livros tentando dizer aos indianos que tudo na vida era Yoga. Que o maior iogue de todos os tempos, seria aquele que conquistasse o poder do dinheiro para o luz, para a espiritualidade. Talvez ai esteja nossa grande falha; quando passamos a acreditar que o dinheiro é a nossa fonte de felicidade ou pior; quando frustrados com o nosso fracasso em obtê-lo, nos recolhemos e passamos a odiar o dinheiro amaldiçoando-o, ou colocamos toda nossa energia em obtê-lo a qualquer preço.

Esquecemos de enxergar o obvio, que a energia e seu poder, é a única força que legitima o poder do dinheiro. Quando não temos essa energia e procuramos obtê-lo a qualquer preço, tudo vira o caos que vivemos agora. Exploramos nossa mãe; a terra sem nada dar em troca. Passamos por cima de nossos princípios e virtudes e transformamos nossa gloria em derrota. Nossa terra fértil em deserto, nosso coração em uma maquina calculadora de lucros. Perdemos o rumo, e com ele nossa felicidade, nossa independência, nossa oportunidade de construir nossos sonhos mais caros no aqui e no agora; aqui na terra. Passamos a sonhar com um céu depois da morte, com um paraíso conquistado pela expiação, que só podemos usufruir depois da morte.

Sim gente, perdemos o rumo da historia! E agora? Quem vem nos salvar de nosso caos? O que fazer?
Quando ensino a alquimia interna ou o I Ching para meus alunos, costumo repetir uma frase do Mantak Chia que diz; ” O mal está aqui para ficar. Não percam tempo em querer destruir o mal, use seu tempo e sua energia para transformá-lo dentro, e seguir construindo o que é bom. Não exercite o mal, exorcize-o e exercite o bem.”

Dá para entender? Não? Mas é muito simples. Você acorda pela manhã, sente que não está bem, que algo lhe entristece, ou enraivece ou deprime ou entedia. O que pode fazer com isso?? Siga o conselho, transforme, desista de colocar seus pensamentos e sua energia nesse estado. Vire o disco, procure o que vai bem em sua vida naquele momento, mesmo que seja somente um sonho. Alimente esse sonho em vez de alimentar a derrota. Ambos requisitam de você a mesma quantidade de energia.
Contam que um homem procurou um grande sábio e perguntou:
“Mestre, eu tenho em casa dois cachorros. Um é terrível; mau, desobediente, agressivo, gordo e exigente. O outro é dócil; aceita tudo de bom grado, defende minha casa, cuida de meus filhos, encontra caça e nada exige em troca, só come quando lhe dou comida. Qual dos dois vai vencer e sobreviver?.”
O mestre respondeu prontamente;

“Aquele que você alimentar mais.”

Pensem nisso, pensem que nesse tempo mágico em que vivemos tudo está em suas mãos. Não encontre desculpas externas para os seus problemas. Se pergunte que energia você está alimentando agora; dando espaço para ela em seus pensamentos e sonhos. Essa energia é a que vai sobreviver e construir a qualidade de sua vida!

Foi-se o tempo em que o governo, as instituições, as famílias e as forças externas podiam moldar a vida de um homem. Nos novos tempos em que estamos vivendo, tudo está insustentavelmente em suas mãos. O poder do fogo roubado por Prometeu agora é seu, você vai continuar deixando os abutres comer o seu fígado ou vai usar o poder roubado dos deuses para construir o seu bem, o de sua família e o da continuidade da vida na terra?

Esse talvez seja o grande segredo que ninguém desvenda: ” O céu já desceu para a terra, mas o homem ainda escolhe continuar construindo o seu próprio inferno.”
Aconselho a todos lerem o livro da Marilyn Ferguson ; ” Conspiração Aquariana- as grandes mudanças da década de oitenta”.

Não é um livro esotérico, é um livro que de tese dessa grande socióloga, que prova que quem realizou as grandes mudanças na década de 80, foram pessoas que pelo seu comportamento e seu exemplo mudaram outras a sua volta e construíram a historia que agora estamos vivendo. Não permita mais que instituições e crenças comam o seu fígado.

Não há o que mude, e não há nada para ser mudado, só há a MUDANÇA!

Se harmonize e se entregue a ela!

Ely Britto
Instrutora Sênior de Alquimia Interna Taoista
Presidente do Instituto Intertao


 
CHI KUNG – O EXERCICIO DA ENERGIA

“O objectivo do exercício Chi Kung é estimular o fluxo de energia dentro do corpo para que ele se movimente mais rápida e efectivamente e limpe toda a rede de canais de Chi ou meridianos .

Muitas pesquisas foram feitas durante muitos anos para desenvolver um sistema de exercícios que acelerasse a circulação sanguínea (e que, portanto, também estimulasse o fluxo de Chi) sem uma demanda intolerável sobre os pulmões. Os resultados utilizaram a sabedoria acumulada dos exercícios chineses de respiração taoista e budista das artes marciais. O Chi Kung, como passaram a ser conhecidos os exercícios resultantes, usou uma serie de exercícios de respiração para controlar o movimento interno do Chi enquanto o corpo se mantém praticamente imóvel.

Durante séculos, a maior parte dos conhecimentos sobre o Chi Kung foi transmitido no âmbito familiar ou de pequenos círculos e mantida relativamente em segredo . Só recentemente o Chi Kung tem sido ensinado e discutido em público. Existe um numero crescente de aplicações de exercícios Chi Kung que vai desde o tratamento de doenças crónicas até o desenvolvimento de capacidades físicas extraordinárias, que permitem que os praticantes quebrem pedras com dedos completamente desprotegidos. Agora está sendo cada vez mais empregado no tratamento de doenças que a prática médica ocidental não consegue curar. Também está sendo usado para prevenir doenças, pois reforça os sistemas imunológicas e a força interior do corpo. O que o chi Kung oferece é um método de treinamento simultâneo do sistema nervoso, da mente e dos órgãos internos, para que a força interior do ser humano como um todo  passe para um nível mais alto de vigor e eficiência.

UM OBJECTIVO MUITOS CAMINHOS
 
Existem muitos estilos e escolas de Chi Kung. Existe o Chi Kung para a saúde, para terapia, para as artes marciais e para o desenvolvimento espiritual. Existem escolas budistas e taoistas de Chi Kung . Nas artes marciais, o treinamento em Chi Kung inclui técnicas conhecidas como “palma de ferro”, “camisa de ferro”, e “capa do sino de metal”. No atletismo, o Chi Kung é usado para desenvolver a força muscular e a resistência à fadiga . Na medicina, principalmente na China, existem duas vertentes principais de Chi Kung: uma é o Chi Kung móvel, com exercícios que envolvem movimento ; a outra limita-se a exercícios de respiração e de meditação estáticos.

No campo espiritual, existem exercícios de Chi Kung que permitem que o aluno vivencie outras dimensões e que desenvolva faculdades telepáticas .

Mas o objectivo de aumentar a força interior é fundamental para todos. “             

 

 O Caminho da Energia

Domine  a Arte Chinesa da Força Interior com exercício de Chi Kung 

- Mestre Lam Kam Chuen

10/02/2015




Desfazendo Equívocos

Por Reverenda Yvonette Silva Gonçalves


Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer. Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.

Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.

Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo. Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.

Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora. Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.

Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo. Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.

Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.

Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.

Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.

Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.

Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.

Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.

Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.

Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.

Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.

Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.

Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.

Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.

14/07/2014

  ...a tua busca...

SE QUERES A BUSCA, TENS QUE A PROCURAR DENTRO DE TI.
PARA ISSO PRECISAS DE DISCIPLINA, PERSEVERANÇA, E MUITA PACIÊNCIA.

“Os que ainda não se libertaram do poder aparente do mundo das ilusões, que ainda estão presos aos bens do orgulho intelectual, da auto satisfação, da auto segurança, dos grandes bens de galardões académicos e prestígio social, ainda só sabem receber, ainda não estão preparados para dar. Quando sentirem que não têm mais necessidade de se ajoelhar diante a autoridade humana, por mais augusta que ela seja; quando sentirem que não têm a certeza absoluta das vossas opiniões; quando compreenderem que as suas mais arreigadas crenças provavelmente eram erradas e que todas as suas ideias e opiniões sobre a Vida podem ser falsas por isso precisam de ser revistas. Então estão prontos para recomeçar do zero, e fazer reaparecer finalmente a verdadeira Vida.”  

Carlos Campos

11/07/2014

... UM ... 
 
 


"O potencial da humanidade é infinito e todo ser tem uma contribuição a fazer por um mundo mais grandioso. Estamos todos nele juntos. Somos UM. " (Helena Blavatski)filosofa e teologa russa (1831-1891)

08/03/2013

Sobre o Perdão...
Vou entrar num campo muito subtil da verdade e alguns poderão não entender, mas esta é a essência cósmica da verdade, onde o mundo do separatismo não existe... tudo vibra em unidade com propósitos de criação, renovação...
Se queremos resgatar o equilibrio e plenitude em alegria totalmente manifesta, a irradiar, deveremos ir entrando com mais profundidade em certos conceitos que estão a cair...
Se mergulharmos sem condicionalismos e formatações preconcebidas , veremos que realmente o perdão está envolto numa energia que é contraditória...
Perdoar...
Algo esteve errado com contigo e eu sou muito Divino e perdou-o-te...
Tudo isto está envolto numa estrutura de bem e mal... o que na realidade não existe...
Então a própria consciência que temos da essência de perdão está velha e oca de vida...
Pois verdadeiramente tudo esteve sempre certo individualmente para cada parte incluida na experiência...
O que verdadeiramente deveremos ter consciência do que há a fazer é que estamos a cancelar o vínculo com a situação e a arrumar a compreensão do que aprendemos dela...
Isso nos trará muito mais equilibrio e muito menos exigência em apagarmos um registo da memória ... o que se transforma é a memória emocional , essa é que morre de uma vibração mais densa, para a transformação de uma mais leve...
Isso cria Paz... para as partes que o conseguirem fazer....
Ruth Fairfield

30/01/2012

...mensagem...

Ars Designare publicou no grupo Troco 1 hora.


Escreve o teu sonho, o que mais queres;
Desenha, o mais claro e directo possível,
como queres viver, e passa por tudo nesse processo.
O que quer que queiras, terás.
Encara-te, e a partir daí, podes encarar o exterior,
a prática para a concretização.
Talvez cada passo faça mudar o desejo,
mas que seja sempre na tua mais sincera verdade.
Todo o mundo te abraça para crescer,
abraça o mundo como a terra à semente.
Confiança. Coragem. Sinceridade.
Podemos encontrar-nos no mais profundo sonho de cada um.
Podemos ajudar-nos a concretizar os sonhos uns dos outros. Não
cortes nada ao teu sonho, não escondas as tuas dúvidas nem as tuas
certezas, sem repressões, abdiquemos do que nos atrapalha, do que nos
sobrecarrega e engana.


"A NOSSA MISSÃO NA TERRA"
Fornecer água, alimentos, recursos e educação
Para a nossa familia em necessidade;
Promover a unidade planetária, paz e amor;
FAZER DA TERRA UM LUGAR MELHOR PARA TODOS
E PARA AS FUTURAS GERAÇÕES.
Fornecer serviços abrangentes para aliviar o sofrimento, esperança
e mudança.
"Hoje, também tu PODES FAZER UM MUNDO DE DIFERENÇA.
Tudo é possível, concretização plena.

"O fruto do auto-entendimento é auto-aceitação.
O fruto da auto-aceitação é amor-próprio.
O fruto do amor-próprio é o amor para o mundo.
O fruto do amor para o mundo é o serviço para o mundo.
O fruto do serviço ao mundo é a paz. " ~ Russell Rowe




18/04/2011

...GENTE...

Tenho encontrado muitas pessoas, porém não encontro gente.... Há um vazio dentro de cada um, um processo de fechamento em sentimentos. Encontro sorrisos, porém daqueles que expõem apenas os dentes. Ah! Encontro verdadeiras tocaias, e não corações. Reservas insistentes da solidão. Tenho encontrado pessoas medrosas, indecisas, escondendo-se de si mesmas. Pessoas que dizem: Não sei...,Não sei se quero..., Não sei se posso... Quando sabem exatamente o que querem e o que buscam, e não se arriscam ao menor impulso. Pessoas duras, escuras, impossibilitadas de amar. Estas, cansei de encontrar... Busco por gente que empreste o ombro, que não tenha medo de dizer que levou um tombo. Busco por gente que assuma que amar traz sofrer, e, com esta certeza, não venham a se esconder. Busco por gente que tenha a experiência de sobrevivente de guerra. Busco por gente, que de tanto caminhar, não tenha receio de dizer que seus pés ainda têm muito por machucar. Quero gente de coragem para comigo conversar. Gente que saiba que máscaras não dão mais para usar, e sendo seu perfil interno, branco ou preto, tenha a dignidade de revelar. Busco por gente que chore livremente, sem preconceitos pelas lágrimas derramadas. Quero gente que saiba exatamente para onde está indo e o que deseja encontrar, mesmo que esta busca jamais venha alcançar. Busco por gente, \"Seres Humanos\", que saibam se doar, estes, eu anseio por encontrar. Gente de decisão, sem argumento para esconder, escusas ações. Quero gente que é gente, que mostra a cara, vai à luta e dorme contente. É desta gente que eu preciso! Gente liberta, que me dêem um canto em seu colo e saibam me acariciar, sem tempo, sem hora e em qualquer lugar.

Raymundo Pinheiro

20/02/2011

...momentos 2...


Fui Sabendo de Mim

Fui sabendo de mim
por aquilo que perdia
pedaços que saíram de mim
com o mistério de serem poucos
e valerem só quando os perdia
fui ficando por umbrais
aquém do passo
que nunca ousei
eu vi a árvore morta
e soube que mentia
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"

16/12/2010

...tempos de mudança...



"...este é o tempo de transformação na Terra: é possível libertarmo-nos de todos os hábitos restritivos.
Assim que permitir que estes tempos de crise funcionem como oportunidades para uma evolução permanente, só fica a faltar imaginar tudo o que será possível e a decisão de "avançar". "
Penney Peirce in "Frequencia"

06/11/2010

...Pedra Filosofal...


Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança

Antonio Gedeao

13/10/2010

...renovar o coração...



"Sim, nós vemos que há problemas no mundo.
Contudo, acreditamos numa força universal que, quando activada pelo coração humano, tem o poder de colocar as coisas no lugar certo.
Esta é a autoridade divina do amor: renovar o coração, renovar as nações e em última análise renovar o Mundo."
Marianne Williamson

09/10/2010

...a dança e o riso...

A dança e o riso são as melhores portas, as mais naturais, as mais facilmente acessíveis para entrarmos na não-mente. Se você realmente dançar, o pensamento pára. Você dançar sem parar, girando, girando e se tornar um redemoinho - todas as fronteiras, todas as divisões desaparecem. Você nem mesmo sabe onde seu corpo termina e onde a existência começa. Você se dissolve na existência e a existência se dissolve em você. E se você estiver realmente dançando - não controlando a dança, mas deixando que ela o conduza - se você estiver possuído pela dança, o pensamento pára. O mesmo acontece com o riso. Se você for possuído pelo riso, o pensamento pára. E se você conhecer alguns momentos de não-mente, esses vislumbres lhe assegurarão muito mais recompensas que irão surgir. O riso pode ser uma bela introdução a um estado de não-pensamento. No dia em que o homem se esquecer de rir, no dia em que o homem se esquecer de brincar, no dia em que o homem se esquecer de dançar, ele não será mais um homem; ele terá caído para uma espécie sub-humana. A brincadeira o deixa leve, o amor o deixa leve, o riso lhe dá asas. Dançando com alegria ele pode tocar as estrelas mais longínquas, pode conhecer o próprio segredo da vida
Osho, A Sudden Clash of Thunder/e Zatathustra, The Laughing Prophet.